
O primeiro mandamento condena adorar um deus falso, no segundo, o pecado repreendido é o da falsa adoração. Em algumas igrejas quem determina a liturgia do culto é o gosto das pessoas e, não a Escritura Sagrada. E, este é um perigo, pois nem sempre o nosso gosto está modelado pela Palavra de Deus, pelo contrário, o gosto tende a seguir os desejos e invenções do coração (Jr 17:9).
A Escritura fala de princípios de culto que não podem ser ignorados. Deus manifesta o modo como Ele quer ser adorado! Não podemos pensar que idolatria é meramente o inclinar-se diante de uma imagem. Os evangélicos pensam que não caem neste pecado, pelo fato de não terem imagens em seus cultos ou em seus lares, entretanto, idolatria envolve o falso culto, ou seja, buscar a Deus sem a simplicidade da adoração “em espírito e em verdade” (Jo 4:24). O
Catecismo Menor de Westminster declara que “o segundo mandamento proíbe adorar a Deus por meio de imagens, ou de qualquer outra maneira não prescrita na sua Palavra” (perg./resp. 51). Toda invenção e acréscimo no culto que não seja centralizado em Deus, que não preserve a simplicidade, ou que induza ao entretenimento do auditório tirando a glória de Deus, é idolatria. E, este pecado é tão presente nos cultos evangélicos, como as imagens nos templos católicos!